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01/02/2017

Para saber mais sobre a febre amarela

Em tempos de muita informação e também de desinformação sobre a febre amarela e o risco da epidemia no Espírito Santo, o Multiscan buscou, em documento publicado pela Sociedade Brasileira de Infectologia, as orientações para ajudar a entender a doença e as formas de prevenção.

A primeira é para não vacinar pessoas que não estejam nas áreas endêmicas (veja no site http://portalsaude.saude.gov.br, o mapa de risco) e que não precisem viajar para essas áreas, já que o risco da vacina suplanta seus benefícios, segundo a entidade.

Outras recomendações, para quem precisa ir a essas regiões endêmicas para a febre amarela, mas não conseguiu se vacinar, é o uso frequente de repelentes. É importante, no entanto, informar-se sobre o uso desses repelentes em bebês. Eles não são indicados, segundo a Sociedade, para os que têm menos de dois meses de idade. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem uma recomendação ainda mais rígida, que orienta a não utilização de repelentes para crianças com menos de dois anos.

No momento, a situação epidemiológica da febre amarela no Brasil indica um aumento de casos na Região Sudeste, com confirmados ou suspeitos em São Paulo, Minas Gerais (área de maior risco até agora) e Espírito Santo.

A situação assusta mais por ser o Aedes aegypti o vetor da doença. O mosquito é um velho conhecido por ser também o vetor da dengue, da chikungunya e do zica vírus.

 

Sintomas

As manifestações da doença mais comuns são leves e moderadas, confundindo com os sintomas de leptospirose, malária, hepatites virais, febre tifoide, mononucleose infecciosa, septicemias, púrpura trombocitopênica e acidentes por animais peçonhentos, segundo documento da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Em aproximadamente 90% dos casos, o quadro clínico é assintomático. Mas há uma grande variação de casos, que vão desses contaminados assintomáticos, passam pelos mais comuns, que são leves e moderados, até chegar aos considerados graves e malignos, com letalidade que varia de 5% a 10%. Em casos ainda mais graves, a letalidade pode atingir a 50% dos doentes. 

Os casos podem ser confirmados por exames laboratoriais e o tratamento é parecido com outras febres hemorrágicas, como a dengue, com base, especialmente, na hidratação. Não há medicamentos específicos para a febre amarela, mas é importante saber o que não se pode usar em nenhuma hipótese, com risco de agravamento do quadro de saúde, como anti-inflamatórios e analgésicos/antitérmicos, como o ácido acetilsalicílico (AAS).

A doença pode involuir completamente, mesmo que possa ocorrer persistência de dores musculares e diminuição da força física. Apesar do desaparecimento dos sintomas da doença, em alguns casos pode haver mortes por lesões cardíacas tardias. 

Se o caso for grave, deve ser tratado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para hidratação endovenosa e reposição do sangue perdido nas hemorragias. Pode ser necessário diálise se houver insuficiência renal.

 

Vacinação

A forma mais eficaz de evitar a febre amarela é por meio da vacinação. A vacina é segura e tem eficácia a partir do 10.º dia após sua aplicação. A resposta imunológica da vacina de febre amarela é alta, com 97,5% de eficiência em adultos.

 

Recomendações básicas

  • Só é recomendada a vacinação para pessoas que vivem ou que precisam viajar para áreas endêmicas para febre amarela.
  • Entre as pessoas que vivem nessas áreas de risco ou que precisam viajar para elas, a vacina é recomendada para os que têm entre 9 meses e  60 anos de idade, desde que não estejam imunossuprimidas. A vacina não é recomendada também para gestantes, mulheres em lactação e pessoas com doença no timo (glândula que faz parte do sistema imunológico).
  • Pessoas com mais de 60 anos devem ser avaliadas em relação ao risco/benefício da vacina.

 

Controle vetorial

Além de todos os mecanismos de controle do mosquito, que o poder público precisa fazer, você tem um papel fundamental para evitar a proliferação do Aedes aegypti. As  recomendações são as de sempre:

 

  • Evite água parada.
  • Não deixe recipientes e pneus que possam acumular água em locais abertos.
  • Mantenha a caixa d’água tampada.
  • Coloque terra nos vasos de plantas.

 

 

 

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